segunda-feira, 30 de outubro de 2017

A aceitação que muitos não tem por falta do entendimento

Hoje, eu compartilho a história do Jailton. Um rapaz de 22 anos de idade que - embora tão novo na experiência da vida - tenha muito à oferecer como homem e ser humano.

Jailton, que nasceu na cidade de São Paulo e, aos 6, se mudou para um pequeno município no interior de Minas Gerais, tem sua trajetória marcada por fatos tão reais e que, cada vez mais, acontecem com inúmeros adolescentes, nos conta - com muito detalhe - a fase que marcou a sua vida.

" Sempre tive uma vida tranquila e normal e nunca havia passado por nada traumatizante. Mas entre os 12 e 13 anos de idade, eu percebi que a minha atração não era por meninas. E com isso veio uma série de descobrimento sobre mim. Nessa época, eu me sentia deslocado. Na realidade, eu tinha vergonha de mim mesmo, pois pensava que aquilo que eu sentia era algo relacionado como uma doença. Todos os meus amigos eram encantados por meninas, mas eu, eu só conseguia sentir algo por pessoas do mesmo sexo".

Jaiton Oliveira: 22 anos de muita experiência e carga de vida.

" Com o passar do tempo, eu tentei gostar de meninas. Eu não me aceitava. Aliás, eu não me entendia e, por isso, não conseguia me aceitar. Não conseguia ser quem eu era de verdade. Eu via os meus amigos tendo intimidade com as garotas e eu, até então, era o único garoto do meu círculo social, que não me enquadrava naquele mesmo sentimento. Naquela mesma atração. Eu só conseguia pensar que aquilo que eu era ou estava me tornando, era algo errado".

Após um período de sofrimento, tentando entender o que se passava consigo mesmo, Jailton (já na era tecnológica), começou a pesquisar o que era, ate então, a sua "atração por meninos ou pessoas do mesmo sexo".

Olhos que respeitam e exigem respeito.

" Meus olhares era apenas para os homens. Eu nunca conseguia sentir atração ou desejo por mulheres, por mais que tentasse me relacionar com elas. Passei boa parte me escondendo e me isolando por pensar que tudo aquilo, era uma abominação. Eu não entendia, de fato. Eu não saia, porque não queria me sentir na pressão (dos amigos ou de outras pessoas) de ter que ficar com as garotas. Foi uma fase um tanto quanto cruel. Mas aos 16 anos, com o mundo da internet, eu comecei a pesquisar o que era todo aquele sentimento. E eu comecei então a me entender. Entender que aquilo que eu sentia era normal e que existia inúmeras pessoas iguais à mim. Eu não estava sozinho no mundo. Não era errado. Não era aberração. Não era doença". 

Toda essa jornada do Jailton, trouxe inúmeras experiências de vida e uma empatia pelo próximo. Ele, que atualmente mora em Juiz de Fora e é financeiramente independente, relata que nesse período de  descoberta de quem ele era e de aceitação própria, trouxe a oportunidade de uma convivência melhor com os familiares:

" Quando os meus pais souberam, pensei que seria difícil pra eles (ou pra mim). Só que depois da minha aceitação, o relacionamento com a minha mãe ficou ainda melhor e com o meu pai - apesar de no início ele a ter culpado por algo que ela não tinha culpa -, se tornou um verdadeiro relacionamento de pai e filho. Hoje posso conversar com eles, me abrir. Posso ser eu mesmo".

Clique na imagem para ampliar.
"Eu não preciso dizer que eu sou gay, da mesma forma que não vejo a necessidade de alguém que não é, dizer que é hétero. Depois que eu entendi a mim mesmo, eu me aceitei. Eu percebi que existe diversidade e comecei a vê o mundo do tamanho que ele é".

Mas a jornada do Jailton não para por aí.

Após fazer as provas pra ingressar no sistema acadêmico e fazer a tal sonhada graduação em Odontologia, em setembro de 2017 ele foi chamado pelo processo seletivo do FIES (Fundo de Financiamento Estudantil do Ensino Superior), à se matricular na faculdade SUPREMA:

" Eu sempre tive o sonho de cursar ODONTO. Só que por ser uma graduação concorrida, eu não havia conseguido passar em uma faculdade pública. Com essa atual oportunidade que o governo deu à inúmeras pessoas, de inúmeras classes, gênero e cor, podemos ingressar no sistema acadêmico em grandes cursos, como Medicina e Odontologia. Antes, não havia essa assistência em financiamento ou bolsas".

Jailton ainda reafirma sobre as novas oportunidades de ingresso e diz que as pessoas de baixa renda, não tinham a chance em cursar em uma faculdade ou universidade particular. Apenas pelo sistema público. E por ser super concorrido, muitos não entravam:

" O que basta para muitas pessoas alcançarem seus objetivos, é a oportunidade. Então a partir do momento que o governo dá assistência e dá oportunidade, uma pessoa de baixa renda pode estudar em um sistema público ou particular. E poder financiar uma graduação particular e ter condição de estudar em um modelo privado é algo maravilhoso. Isso é uma conquista para a nossa população. E não importa o gênero, raça ou a situação financeira, com oportunidade, todos são capazes!"

Abaixo, você pode conferir uma mensagem do Jailton à todas as pessoas que se identificam com essa história. Que se simpatizam. Ou, que de alguma forma, se viu em suas falas.



Já parou para pensar o quanto inúmeras pessoas sofrem por não se aceitarem ou por não se entenderem?

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De qual lado do barco você está?! Do lado que respeita ou do lado que discrimina?
Brasil é o país que mais mata LGBT's: CLICA NO LINK!

Segundo pesquisa, maioria dos homossexuais não se aceitam por medo de rejeição: ACESSE AQUI!

Mais um relato de um caso brutal sobre a falta de amor e respeito: Geledes.Org.Br

Se você quer entender um pouco mais sobre o sistema de integração em universidades através de bolsas e o quanto ele é importante, clica AQUI, AQUI ou AQUI e leia relatos e artigos sobre a posição de inúmeros estudantes e o que é cada programa.

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Não importa a cor, a etnia, o gênero, todos tem direito ao respeito. Todos, sem exceção, tem direito à vida.

Fotos do BLOG: Tarlis Araújo

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Oi, eu sou o Cris e quero ser incluso

Cristiano, de 22 anos, é filho biológico da dona Dagmar da Silva e irmão de mais 2 homens e 1 mulher. Quando Dagmar esperava pelo Cris, ela tomou tombo de uma escada no prédio onde moravam e aí, então, começou a sua mais nova jornada de vida: viver unicamente para o seu caçula.

"Eu cai, bati com a barriga na escada e o Cris ficou umas 3h sem se mexer dentro dela. Quando eu consegui, fui ao médico e eles disseram que estava tudo bem. Mas, no dia em que a minha bolsa estourou, eu fiquei no hospital dentre 2h ás 0h30 para ele nascer, e nada. Ele demorou muito para sair de dentro de mim e eu perdi muita água. Muita mesmo! Os médicos tiveram que me colocar no soro, pois eu não sentia nada!"

Cris, desenvolveu algo raro e desconhecido pelos médicos (até então, não solucionado). Tem dificuldade de fala e um problema nos pés. Mas, por incrível que pareça, mesmo com algumas limitações, ele é um rapaz cheio de vida e energia.

"Meu sonho é fazer uma faculdade. Desde quando a minha mãe começou a trabalhar em uma academia, eu comecei a curtir esse ambiente e, aí, agora, eu quero muito fazer Educação Física". 

Oi, eu sou o Cris.

A realidade da família da dona Dagmar, se baseia em inúmeros outros casos da falta de inclusão. Cris, que estuda em uma escola especial até hoje, vê-se limitado em algumas áreas e dona Dagmar reflete:

"Ele sofria muito bullying. Hoje eu já consigo defender o meu filho, mas na época não tínhamos muita instrução. Eu nem sabia, por exemplo, que existia o Colégio Maria das Dores para crianças especiais e ele tinha muita dificuldade para aprender. Quando eu coloquei ele nesse colégio, ouvi comentários ruins de que era para crianças com problemas. Só que o meu filho precisava de um lugar para aprender e se sentir adaptado então, para ele, foi muito bom!".

Cris treinando um dos membros preferidos: peitoral.

Dagmar, que recebe benefício assistencial LOAS, relata que é a unica ajuda do governo e que vai diretamente para o filho:

"Essa ajuda é para o meu filho. Ele quer muito fazer uma faculdade. Ele quer estudar, trabalhar e quer formar uma família. Ele tinha até arrumado uma namoradinha no colégio... (risos). Ele é muito inteligente e não gosta de faltar às aulas!". 

Cris, também, conclui:

"A minha aula preferida é a de Muay Thai. Eu gosto muito daqui. Me divirto!"

Cristiano. Dagmar.

A academia, que também tem espaço e estrutura para todos os tipos de pessoas, desenvolve inúmeras aulas funcionais para adpatar seus alunos.

Você pode ler sobre a inclusão, segundo o MEC, clicando AQUI!

Você pode ajudar clicando AQUI.

Para conhecer o espaço onde o Cris tem treinamento físico, você pode acessar esse LINK!

E para ler mais relatos de histórias de vida de adaptação, inclusão, superação e tantos outros fragmentos, acesse o portal oficial do DeficienteCiente.Com!

Existem inúmeras pessoas, como o Cris, que necessitam de inclusão. Seja na parte física, intelectual, ou seja na parte acadêmica. Nós, como humanos, também temos as nossas deficiências e, assim como qualquer pessoa no mundo, necessitamos nos sentir inclusos de alguma forma. Imagina para alguém que, realmente, sofre pela falta de pequenas adaptações cotidianas e que interfere, gradualmente, na sua condução de vida?! 

Já imaginou como um cego ou como um cadeirante, sofre ao longo do dia para - simplesmente - se locomover de um ponto ao outro?!

E você, ao ler esse relato, já pensou sobre a dificuldade de inclusão do Cris com a sociedade?

Clique na imagem para ampliar.
Vale refletirmos sobre as pessoas especiais que nos ensinam, todos os dias, a sermos mais solícitos e humanos. Uma cidade, para ser realmente de todos, precisa se adaptar para (todos) aqueles que nela moram. 

Pois, no fundo, todos nós - de alguma forma - queremos e necessitamos nos sentir inclusos.


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O Cris não falou muito devido à timidez e, principalmente, a dificuldade da fala.

Eu fiz Muay Thai com ele.

Imagina o Cris em uma faculdade realizando seu sonho de graduação?!

O Cris, perante suas limitações físicas, é um rapaz enérgico e chuta forte! :)

Fotos do BLOG: Tarlis Aráujo

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

O sinal que ninguém (quer) vê

Provavelmente, você em algum lugar ou cidade, já deve ter visto centenas de ambulantes vendendo inúmeras coisas por aí.

Ossos do ofício?

Para alguns, a história é mais real do que parece.


O sinal que ninguém (quer) vê.

Wanderly Moreira, de 54 anos, nascido em Recanto da Roça (próximo à Barbacena), tem uma história incrível pra contar e ela é bem verdadeira.

Aos 8 anos de idade, ele vendia esterco na rua e entre os anos de 80 e 82, serviu ao exército. Comprou um caminhão e, infelizmente, perdeu tudo em um acidente: "de um dia pro outro, eu perdi tudo que eu tinha!". E  o que sobrou do caminhão, foi vendido pelo seu pai à um ferro velho.

Wanderly resolveu então voltar às origens como vendedor e seguiu para Belo Horizonte. Na capital, aos 24 anos, ele montou uma barraca de frutas na rua Espírito Santo (famosa na época por ter centenas de ambulantes): "Na época, tínhamos muita fartura e o dinheiro tinha valor! A gente era mais valorizado." Com a chegada do Aécio Neves ao governo, houve a retirada dos ambulantes do local para serem colocados em outro lugar e Wanderly, novamente, teve que mudar seu percurso: "Ele tirou todo mundo da rua e deu uma loja no shopping, que ficava ao lado do rio Arruda, mas esse rio era muito sujo e transmitia doenças, então não dava pra vender frutas em um local daqueles. Eu resolvi vender a minha loja e retornar à Barbacena."

Fonte: Google/Pesquisa | Site: rogeriocorreia.com.br

PS.: Procurando fotos, fontes e fatos sobre o ocorrido (Aécio retira ambulantes em Belo Horizonte), não há nenhum tipo de nota na internet sobre o acontecido.

Wanderly, após retornar à Barbacena, passou também por Juiz de Fora, logo morou 6 anos no Rio de Janeiro e agora, de volta à JF - morando há 2 semanas -, nos conta a sua história de vida:

"Eu também, infelizmente, aos 8 anos de idade, conheci a droga. Tem 2 anos que estou me recuperando, sem usar nada. Eu até tentei ir pro hospital, mas lá eles trocavam uma droga por outra droga e nunca resolviam o meu problema. Então agora, da última vez, eu troquei uma droga por outra droga que resolveu o meu problema, que é chamada Jesus. Eu fumava de 2 a 3 maços de cigarro por dia, e não fumo mais. Tudo Ele tem feito na minha vida. Eu participo de várias igrejas: católica, cristã. Eu participo da FÉ. Foram 42 anos usando drogas."

Eu, ao relatar, não contive a emoção perante o homem que ali em minha frente estava.

Mas, mesmo na luta diária, ele insiste: "A minha felicidade é saber que eu tenho um grande Deus que resolve os meus problemas. Eu nunca soube disso. Agora é que eu tô sabendo disso. Então eu não tenho problema.

Wanderly Moreira, 54 anos.

Perguntado pelo preconceito sofrido ao longo da vida, Wanderly afirmou: "A gente se torna uma classe baixa, você entendeu?! Antigamente, éramos a classe média. Hoje, não existe mais classe média. Ou é classe baixa ou é classe alta. As vezes a gente vai oferecer uma fruta e a classe alta menospreza a gente, faz questão de fechar o vidro na nossa cara, não dá atenção... acha que a gente vai roubar, assaltar... Acha que somos marginais.

"Meu sustento vem da rua. Do que eu vendo e tudo. Mas ano passado eu tive um problema de catarata nos dois olhos, e graças à um plantão de médicos que vai de Belo Horizonte pra Barbacena, eu fui operado pelo SUS. Uma vista foi operada em janeiro e a outra em fevereiro."
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Na semana passada, a prefeitura de Tiradentes promoveu uma campanha chamada "Cavalgada do Bem - Cavalheiros da Saúde", onde foram atendidos mais de 300 pessoas. Foram 12 médicos, entre as especialidades de cardiologia, ortopedia, pediatria, ginecologista, oftalmologia e clínico geral. A iniciativa veio do vereador Léo de Matos, que teve o apoio da prefeitura e de alguns comerciantes locais. A ação foi comandada pelo Dr. Jose Antonio Vieira e a maioria dos médicos, foram de Juiz de Fora. O dr. Marcio Mahait, consagrado oftalmologista em Juiz de Fora e que participou desse projeto, relata: "Foi uma ação totalmente solidária à Tiradentes. Atendi, pessoalmente, 60 pessoas. Eu fiz diversos exames assim como, cirurgias. E tudo totalmente gratuito às pessoas carentes. Foi um dia incrível para mim e para os meus colegas de profissão, e acredito que tenha sido para os pacientes que receberam diversos tipos de atendimento".
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Como eu paguei o INSS  - como autônomo - por alguns anos e nunca tive ajuda de nada, por causa desse problema das vistas, "eles me deram" uma ajuda de custo do Bolsa Família no valor de R$87,00 (oitenta e sete reais) pra me ajudar. Mas essa ajuda de custo é inferior a qualquer tipo de sociedade. Só dá pra eu comprar o meu material de higiene diária.

A vida de sustento do Wanderly, vem totalmente do que ele vende com suas frutas nos sinais. Atualmente, morando em uma casa de recuperação ao qual tem um custo de R$110,00 (cento e dez) por semana, ele afirma: "Na realidade isso é uma ajuda pra mim, lá tem tudo limpinho, comida de primeiro mundo, tem cama de banho, tem ajuda emocional e psicológica, é pra quem tem problemas com drogas e alcoolismo, e lá eles não nos dão remédios. Lá eles recuperam pela palavra de Deus. O remédio não cura ninguém. Se você for usar o remédio pra sair fora da droga, você vai se tornar outro drogado diferentemente da droga. Vai passar a ser dependente químico de farmácia e vai esquecer a droga que é a química do traficante.
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A clínica ao qual o sr. Wanderly se encontra, fica no Vale Verde. Mas até o presente momento, ainda não tive um contato mais real para saber um pouco mais sobre o seu funcionamento.
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''Eu fui pra continuar o tratamento e poder ajudar os amigos que passam ou passaram o mesmo que eu: são tantas pessoas que dormem em cima de papelão na rua por causa das drogas, as vezes ganha um trocado mas consome tudo com a química; é só pra deixar o traficante mais rico e ele pobre e viciado''. Conclui Wanderly.

Com a morte dos pais e já não tendo mais família em Barbacena, sendo os dois irmãos moradores de Juiz de Fora, Wanderly pretende ficar aqui por muito mais tempo: Wanildo, o irmão mais velho, é quem compra as frutas e dá ao ambulante para vender no sinal: "Eu não trabalho por conta própria, meu irmão compra as frutas no Seara e eu vendo aqui!"

"Eu quero pedir uma coisa: deixa a gente trabalhar a vontade, para que nós possamos ter condições de ganharmos o nosso dinheiro honestamente. Eu pago R$97,00 por ano pra trabalhar como feirante, mas existem lugares que eu não posso trabalhar então, eu tô pagando pra quê?! O certo seria se a gente soubesse certinho o lugar que a gente pode trabalhar todo dia, pra depois, voltar pra casa. Os políticos roubam milhões e a gente nem tem ideia mais do quanto já fomos roubados então, deixa a gente trabalhar. 

Segundo o site da prefeitura, a Feira Livre é um programa com o apoio da Prefeitura de Juiz de Fora por meio da Secretaria de Agropecuária e Abastecimento (SAA). A ideia é fomentar a participação dos pequenos produtores de Juiz de Fora e região no abastecimento e na oferta de produtos de alta qualidade à população.

Você pode acompanhar todo esse processo, através do link: Portal PJF.



POR MAIS OPORTUNIDADES

Wanderly Moreira, sem dúvidas, representa uma grande estatística de centenas de trabalhadores que, arduamente - faça sol ou chuva -, trabalha para o seu sustento de forma livre. É o caso de Brenda Cristina que atualmente, aos 24 anos, também trabalha no sinal.

"Eu trabalho desde os 14 anos de carteira assinada". Mesmo sendo artesã, com a crise financeira, Brenda se viu na busca por outras alternativas: "Eu faço crochê, biquíni, blusa, todo o tipo de vestuário. Também faço faxina se precisar. De noite eu faço crochê e de dia eu fico aqui no sinal panfletando, quando tem serviço. O Wanderley ganha mais do que eu. Um dia dele - vendendo morangos -, são 4 dias meus. Eu tô até pensando em vender morangos (risos).

Brenda, relata então sobre o seu trabalho como artesã: "Eu não tenho acesso à feiras, eu divulgo muito o meu trabalho na internet. Não tem muito sobre essa área de artesanato aqui em Juiz de Fora. Pra você participar da feira que acontece no Parque Halfeld, você tem que pagar um valor de R$180 a R$200,00 por semana.

"Eu queria muito sobreviver só da minha arte, mas não tenho suporte. Eu vejo na televisão que há muitas cidades que tem feiras livres, que não geram custo alto para o bolso do artesão, são várias pessoas que fazem várias coisas e dá muito certo. Aqui não tem valor. Não tem exposição. Quem exibe seus trabalhos na Av, Rio Branco por exemplo, junta um monte de trabalho e tem que pagar um valor altíssimo. Mas tem todo um entorno por volta do meu serviço: eu como trabalho com crochê, por exemplo, corro um risco grande de ter uma tendinite ou trombose. São muitos fatores e as estruturas são muito poucas".


Brenda Cristina, 24 anos.
A realidade entre 2 seres humanos tão diferentes mas, tão iguais em suas convicções.

Além do trabalho como artesã, a jovem, que busca por alternativas de ganhos financeiros, sofre demasiado preconceito enquanto trabalha no sinal: "Eu sofro muito preconceito machista, mas esse preconceito não vem apenas dos homens, vem, por incrível que pareça, das mulheres. Perguntam por qual motivo eu não to estudando, e é claro que ninguém gosta de ficar debaixo de sol, mas eu tô aqui porque não tive oportunidade de estudar. Eu poderia está fazendo algo como vender drogas ou me prostituindo, mas eu tô aqui, trabalhando honestamente. Eu não estou roubando de ninguém. Mas as pessoas vêem isso como uma coisa suja, como se eu não quisesse trabalhar. Tenho 7 anos de carteira assinada, mas não estou conseguindo um emprego. Um dia uma moça me disse que eu tô no sol porque eu quero, pois eu deveria ter estudado. Eu estudei. Eu tenho o ensino médio completo, o que eu não tive foi a oportunidade que, talvez, ela teve. Eu tive que trabalhar desde nova pra conseguir me sustentar. 

As pessoas acham que é só dizer: vai estudar menina, que tá tudo fácil, tudo bem, tudo resolvido.




Brenda, que como mulher, enfrenta o machismo no seu trabalho todos os dias, também faz parte de uma grande multidão de mulheres que, todos os dias, ouvem demasiadas piadas no trabalho, na faculdade e no dia a dia.


Você pode acessar e seguir ao trabalho da  Brenda através da página: BRENDA PALHA MODA PRAIA!

A luta, seja pela sobrevivência ou pelo respeito, é árdua e diária.

Leia mais sobre diversas análises do machismo no Brasil clicando AQUI, AQUI e AQUI!

Se você deseja saber mais sobre essas histórias, continue acessando ao blog. Com certeza, traremos cada vez mais, vozes da nossa sociedade à quem as procura ler.

Obrigada pela visita. Volte sempre.


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As entrevistas foram feitas de modo gradativas, afim de não atrapalharem Wanderly e Brenda, em seus respectivos trabalhos.
Eu comprei morango, com um desconto especial do sr. Wanderly e dei todo meu apoio - em forma de abraço - para Brenda.
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No Brasil, o dia 25 de agosto é tido como dia do feirante.
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Segundo estudo, MACHISMO é o preconceito mais praticado entre brasileiros.


FOTOS DO BLOG: Tarlis Araújo.

O rosa do outubro

Sabemos que no mês de Outubro, falamos veemente sobre o câncer de mama que atinge milhares de mulheres.

O site FEMAMA [http://www.femama.org.br/], aborda a consciência da prevenção, mas, principalmente, contextualiza essa luta tão importante para nós, mulheres.

Tanto que, em sua décima edição sobre a campanha nacional Outubro Rosa, o FEMANA está na 4ª edição do Congresso Brasileiro Todos Juntos Contra o Câncer.

Através do projeto, é possível conscientizar - além dos paciêntes - familiares e amigos para que, juntos, possam tomar as decisões mais coerentes sobre esse período e, assim, unir forças na luta contra o câncer de mama. Fazendo com que seja menos difícil para as mulheres que o enfrentam.

A Dra. Maira Caleffi, que é presidente voluntária do site, diz que a informação é uma ferramenta para assumir o controle e conclui: "Essa abordagem amplia o pensamento crítico, analítico e autônomo do paciente, estimulando que participe das decisões referentes ao seu diagnóstico e tratamento. Além disso, oferece condições para reivindicar uma assistência em saúde efetiva, que atenda plenamente suas necessidades".

Foto: GOOGLE/imagens.

Dentre as ações organizadas pela FEMAMA (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama), o mês de outubro conta com os integrantes da campanha #PacientesNoControle, mobilização online solicitando que projetos de lei em tramitação na Câmara dos Deputados, relativos ao acesso do diagnóstico e tratamento do câncer, tornem-se direitos efetivos para milhares de pacientes oncológicos no país.

Incrível, não?

Se você quer participar e se inteirar da causa Pacientes No Controle e tantas outras - que é disponibilizada oficialmente pela FEMAMA, acesse ao site (link disponibilizado no início e ao final desse post) e mobilize-se, existem centenas de pessoas que necessitam do seu apoio - principalmente, o emocional.

Para quem é de Juiz de Fora-MG, a ASCOMCER (Associação Feminina de Prevenção e Combate ao Câncer de Juiz de Fora), catalogou para esse mês, diversas ações em homenagem ao Outubro Rosa, e você pode saber de todas elas clicando AQUI!

Se consciente. Mobilize. Participe.

Se amar é se tocar.


FONTE: http://www.femama.org.br |

Eu sou

Olá!

Seja mais que bem vindo ao blog 3x4 SOCIAL, idealizado e criado no intuito de uma nota na matéria Redação Para WEB do curso de Jornalismo, ao qual eu, curso na Faculdade Estácio em Juiz de Fora.

Eu nasci na década de 90 e sempre amei o que é o JORNALISMO, e o decidi como curso acadêmico na 4ª série, quando li o livro A primeira Reportagem do autor Sylvio Pereira. Simplesmente me apaixonei sobre o que é esse mundo de reportagens. Sobre o mistério, o que é enigmático mas, principalmente, por abordar qualquer tipo de pessoa e poder, de alguma forma, retratá-las à tantas outras.

É fantástico.

O Jornalismo é fantástico e, por incrível que pareça, está mais presente em nossas vidas do que nunca.

Com o mundo moderno, da tecnologia, do celular, absorvemos mais facilmente as notícias: o que acontece aqui, agora e no mundo. E, por isso, cada vez mais, é necessário se atualizar, estudar, para assim, promover a verdade, os fatos reais e as fontes sinceras.

Agradeço ao meu professor Leo Toledo pela oportunidade de, mais uma vez, poder escrever em um blog mas, principalmente, por poder reportar de forma social, inúmeras coisas e pessoas.

Afinal, eu sempre me senti instigada por esse universo. Vide foto abaixo, captada em julho de 2014 e que é descrita em legenda.


Onde é que está o nosso mundo?
E os nossos sonhos, onde estão?
MURIAÉ / JULHO DE 2014.

Que esse BLOG seja o retrato real da sociedade real. Dos moradores de rua. Dos mendigos. De inúmeras crianças do sinal. De gente que nos passa mas que a gente não passa. De gente que pede dinheiro. De gente que pede um salgado. De gente que sonha. De gente que realiza. Pra gente que sabe lê. Pra gente que sabe vê. Pra tanta gente que ninguém crê. Dos brasileiros. Do mundo inteiro. Que seja o 3x4 real e social.

Mas que acima de tudo, seja um blog que escreva sobre a verdade para que façamos algo além de morar em uma boa cidade.

Bem vindo. Boa leitura.

"Nós podemos ser mais, muito mais, do que sermos apenas UM. Nós podemos ser TODOS!"