Cristiano, de 22 anos, é filho biológico da dona Dagmar da Silva e irmão de mais 2 homens e 1 mulher. Quando Dagmar esperava pelo Cris, ela tomou tombo de uma escada no prédio onde moravam e aí, então, começou a sua mais nova jornada de vida: viver unicamente para o seu caçula.
"Eu cai, bati com a barriga na escada e o Cris ficou umas 3h sem se mexer dentro dela. Quando eu consegui, fui ao médico e eles disseram que estava tudo bem. Mas, no dia em que a minha bolsa estourou, eu fiquei no hospital dentre 2h ás 0h30 para ele nascer, e nada. Ele demorou muito para sair de dentro de mim e eu perdi muita água. Muita mesmo! Os médicos tiveram que me colocar no soro, pois eu não sentia nada!"
Cris, desenvolveu algo raro e desconhecido pelos médicos (até então, não solucionado). Tem dificuldade de fala e um problema nos pés. Mas, por incrível que pareça, mesmo com algumas limitações, ele é um rapaz cheio de vida e energia.
"Meu sonho é fazer uma faculdade. Desde quando a minha mãe começou a trabalhar em uma academia, eu comecei a curtir esse ambiente e, aí, agora, eu quero muito fazer Educação Física".
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| Oi, eu sou o Cris. |
A realidade da família da dona Dagmar, se baseia em inúmeros outros casos da falta de inclusão. Cris, que estuda em uma escola especial até hoje, vê-se limitado em algumas áreas e dona Dagmar reflete:
"Ele sofria muito bullying. Hoje eu já consigo defender o meu filho, mas na época não tínhamos muita instrução. Eu nem sabia, por exemplo, que existia o Colégio Maria das Dores para crianças especiais e ele tinha muita dificuldade para aprender. Quando eu coloquei ele nesse colégio, ouvi comentários ruins de que era para crianças com problemas. Só que o meu filho precisava de um lugar para aprender e se sentir adaptado então, para ele, foi muito bom!".
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| Cris treinando um dos membros preferidos: peitoral. |
Dagmar, que recebe benefício assistencial LOAS, relata que é a unica ajuda do governo e que vai diretamente para o filho:
"Essa ajuda é para o meu filho. Ele quer muito fazer uma faculdade. Ele quer estudar, trabalhar e quer formar uma família. Ele tinha até arrumado uma namoradinha no colégio... (risos). Ele é muito inteligente e não gosta de faltar às aulas!".
Cris, também, conclui:
"A minha aula preferida é a de Muay Thai. Eu gosto muito daqui. Me divirto!"
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| Cristiano. Dagmar. |
A academia, que também tem espaço e estrutura para todos os tipos de pessoas, desenvolve inúmeras aulas funcionais para adpatar seus alunos.
Você pode ler sobre a inclusão, segundo o MEC, clicando AQUI!
Você pode ajudar clicando AQUI.
Para conhecer o espaço onde o Cris tem treinamento físico, você pode acessar esse LINK!
E para ler mais relatos de histórias de vida de adaptação, inclusão, superação e tantos outros fragmentos, acesse o portal oficial do DeficienteCiente.Com!
Existem inúmeras pessoas, como o Cris, que necessitam de inclusão. Seja na parte física, intelectual, ou seja na parte acadêmica. Nós, como humanos, também temos as nossas deficiências e, assim como qualquer pessoa no mundo, necessitamos nos sentir inclusos de alguma forma. Imagina para alguém que, realmente, sofre pela falta de pequenas adaptações cotidianas e que interfere, gradualmente, na sua condução de vida?!
Já imaginou como um cego ou como um cadeirante, sofre ao longo do dia para - simplesmente - se locomover de um ponto ao outro?!
E você, ao ler esse relato, já pensou sobre a dificuldade de inclusão do Cris com a sociedade?
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| Clique na imagem para ampliar. |
Vale refletirmos sobre as pessoas especiais que nos ensinam, todos os dias, a sermos mais solícitos e humanos. Uma cidade, para ser realmente de todos, precisa se adaptar para (todos) aqueles que nela moram.
Pois, no fundo, todos nós - de alguma forma - queremos e necessitamos nos sentir inclusos.
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O Cris não falou muito devido à timidez e, principalmente, a dificuldade da fala.
Eu fiz Muay Thai com ele.
Imagina o Cris em uma faculdade realizando seu sonho de graduação?!
O Cris, perante suas limitações físicas, é um rapaz enérgico e chuta forte! :)
Fotos do BLOG: Tarlis Aráujo




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